Há pessoas que nascem e vivem
como lagartas, querem estar sempre em um casulo. Dizendo sempre que um dia se
tornarão borboleta, mas não permitem que a transformação aconteça, seguem
sempre se rastejando, vivendo de migalhas e em alguns casos, queimando quem se
aproxima.
Outros são borboletas, que gostam da liberdade. Que vivem a vida de forma intensa sempre aproveitando do melhor
de todos os jardins que encontra pelo caminho. Borboletas coloridas que batem
suas asas para onde sentem vontade, que seguem seu voo leve e tranquilo
procurando sempre bons ventos para seguir.
Também há as borboletas que ainda
tem alma de lagarta, que por mais livre que seja, quer sempre voltar para o
casulo em algum momento, na intenção de fuga ou talvez até mesmo de renovar suas
forças para alçar novos voos, para seguir em busca de novos jardins, para
encontrar novas flores e novos ventos.
Lagarta, borboleta, mariposa, não
importa. A grande valia da vida, é ser quem é. Sentir-se livre é a melhor
sensação, mas isso não quer dizer que o conforto e a segurança do casulo não
sejam válidos, cada um vive da maneira que melhor se adéqua ao que sente.
Parafraseando Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Seja leve, seja colorido, seja
rastejante, seja o que for, o importante é ser. Ser feliz, ser leve, ser livre,
ser você!
Hanna Baoli

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